Tudo o que você precisa saber antes de comprar um iPad

Lex Friedman, Macworld / EUA
30/10/2012 - 07h00 - Atualizada em 17/12/2012 - 17h22
Com anúncio do iPad mini e chegada da 4ª geração do modelo tradicional, tablet traz diversas opções para consumidor. Saiba o que levar em conta na hora de escolher.

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Para um produto com menos de três anos, o iPad com certeza tem muitas variações disponíveis no mercado. Com o iPad mini e a quarta geração do aparelho revelados na última semana, e com o iPad 2 ainda à venda, os consumidores em potencial estão enfrentando mais dúvidas do que nunca: devo comprar um iPad? Se a resposta for sim, qual modelo? E após decidir isso, qual o tamanho? E você deve comprar uma versão com conexão celular?

São muitas questões. Vamos responder todas uma por uma - e mais algumas outras. Antes de nos aprofundarmos muito, aqui vai um pequeno spoiler do que você verá a seguir: o iPad ideal para você depende do que você precisa, e não há uma resposta perfeita. Mas ao menos podemos listar o que é preciso levar em conta antes de decidir qual o tablet mais indicado antes de abrir sua carteira.

Eu preciso de um novo iPad?

Amo meu iPad. E não estou sozinho nisso: o CEO da Apple, Tim Cook, disse na semana passada que os consumidores continuam comprando iPads porque os donos já existentes do tablet amam muito seus aparelhos.

Dito isso, não estou convencido de que alguém realmente precise de um iPad. Mais do que um computador, o tablet da Apple ainda parece um artigo de luxo. Você pode conseguir muita diversão e coisas interessantes a partir dele, mas necessidade é algo diferente. A exceção: se você precisa substituir um Mac/PC mais antigo, e suas exigências de computação são simples – e-mail, navegação na web, processamento de texto, games (mais simples), e coisas do tipo – você provavelmente pode adquirir um iPad em vez de um novo Mac/PC substituto.

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iPad 3 saiu de linha, mas iPad 2 (foto) continua sendo vendido pela Apple

Devo comprar um iPad?

Essa é uma pergunta fácil de responder, na teoria. Se você quer um iPad, e consegue encontrar um modelo do tablet que se enquadre no seu orçamento, então claro, você deve comprar um iPad.

Se você já tem um iPad, a questão fica mais complicada. Caso você tenha um modelo original, de primeira geração, a triste verdade é que seu tablet lançado em abril de 2010 está ficando um pouco velho. Sim, ainda é um bom produto; apesar de não ter uma tela Retina, ele funciona bem, roda aplicativos, e pode funcionar via multitoque com muitos deles.

O problema é que seu iPad original não consegue rodar o iOS 6. E alguns aplicativos famosos já exigem o iOS 6 para rodarem. E essa tendência não vai acabar. Se você ainda não está encontrando apps que não podem ser atualizados ou instalados no seu iPad, então pode conseguir mais algum tempo com o aparelho. Mas se já está frustrado com a incapacidade de utilizar determinados aplicativos no tablet – ou de se privar dos novos recursos do iOS 6 – com seu iPad original, então agora é uma boa hora para fazer o upgrade.

Muitos donos de iPad podem desejar o novo iPad mini. A Apple certamente adoraria que eles comprassem o recém-anunciado tablet de 7,9 polegadas. Mas o ponto principal da empresa com o iPad mini é atrair consumidores que ainda não possuem um iPad. 

A não ser que você reclame constantemente sobre o tamanho ou peso do seu atual iPad de 10 polegadas, o caso de convencer um dono do tablet a comprar um iPad mini é bem difícil. E, ao menos, em um caso em que sua família possa se beneficiar de um iPad adicional – ou se você for um viciado em eletrônicos para quem dinheiro não importa – pode deixar esse lançamento passar.

Tenho o iPad de terceira geração. Devo comprar o modelo de quarta geração agora?

Provavelmente não. Seu iPad de terceira geração continua sendo o mesmo tablet poderoso com tela Retina que era há duas semanas. Claro, o novo modelo traz um processador melhor (A6X) e Wi-Fi mais rápido. Mas lembre-se que seu iPad de terceira geração não é lento – na verdade, ele é muito rápido.

Prever os planos da Apple e estar certo 100% do tempo é impossível. Mas o lançamento da quarta geração do iPad na última semana é muito provavelmente um indicador de que a companhia está mudando o ciclo de lançamento do seu tablet de março para outubro. E não é ruim para ninguém o fato que um anúncio em outubro empurra o lançamento do produto para a época das festas de final de ano. Em outras palavras, você provavelmente não precisa temer a chegada de mais um iPad novo em março do ano que vem; o mais provável é que será preciso esperar até outubro pelo anúncio do iPad de quinta geração.

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Fim do iPad 3 (foto) pegou usuários de surpresa na última semana

Tenho um iPod Touch ou um iPhone. O iPad mini não é redundante?

Não. Seu iPhone/iPod Touch roda aplicativos para iPhone. O iPad mini roda apps para iPad. Sim, quando a Apple anunciou o iPad pela primeira vez, em 2010, as pessoas o chamavam de um grande iPod Touch, e o iPad mini é um iPod Touch um pouco menor. Mas eles são aparelhos diferentes e direcionados a usos distintos.

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Vou comprar um novo iPad. Devo escolher o modelo de quarta geração, iPad mini, ou o iPad 2?

Francamente, penso que é cada vez mais difícil argumentar a favor da compra do iPad 2. O aparelho lançado em 2011 tem preços a partir de 399 dólares nos EUA (no Brasil, a partir de 1.299 reais); o iPad mini começa em 329 dólares (ainda sem preço e previsão de lançamento por aqui; custa a partir de 1.400 reais em sites de leilões). Internamente, todas as especificações do iPad mini igualam ou superam o que é oferecido pelo iPad 2, e ele custa menos. Sim, você sacrifica duas polegadas do tamanho da tela, mas o iPad mini (lançado em 2012) certamente vai suportar mais versões do iOS do que o iPad 2, que chegou às lojas no ano passado. O pensamento mais para frente é comprar o mais poderoso iPad mini – se o custo for um fator chave.

A quarta geração do iPad tem preços a partir de 1.750 reais no Brasil (220 reais a mais do que o iPad 3 na época do lançamento). Se você não ligar para essa diferença de preço entre o iPad mini e o novo modelo, essa quarta geração vale realmente ser considerada: é o iPad mais rápido e poderoso que a Apple já lançou. Assim como o iPad mini vai superar o iPad 2 em tempo de duração (para receber updates da Apple), os componentes mais fortes da quarta geração do tablet sugerem que ele pode superar o modelo de tela de 7,9 polegadas neste quesito.

Se, em vez disso, você quiser o tamanho menor, mais portabilidade, e uso com uma mão só do iPad mini, ele pode muito bem ser a melhor opção – desde que você não se importe em ficar sem a tela Retina.

Já sei qual iPad eu quero. Qual tamanho devo escolher? E preciso da opção com dados celulares?

Não é possível aumentar a capacidade de armazenamento do seu iPad; você fica com o que comprou, e não pode reclamar. Meu conselho é esse: compre o máximo de capacidade que puder. O modelo básico do tablet vem com 16GB; por 100 dólares a mais (250 reais no Brasil) é possível dobrar esse número para 32GB, enquanto que a versão com 64GB sai por 200 dólares a mais (ou 400 reais no Brasil). No caso do iPad de quarta geração, os preços são 1.750 reais (16GB), 1.999 reais (32GB) e 2.250 (64GB) reais para os modelos apenas com Wi-Fi. A versão com conexão celular (3G) tem preços entre 2.100 reais e 2.500 reais. Já o iPad mini sai por 329 dólares, 429 dólares, e 529 dólares, respectivamente, pelos modelos com 16GB, 32GB, e 64GB.

Os aplicativos estão ficando cada vez maiores. Se você não usar o iTunes Match (serviço de armazenamento na nuvem para músicas da Apple), sua biblioteca musical também pode ocupar muito espaço. E se você sincronizar suas fotos e filmes com o iPad, estamos falando de um número considerável de gigbytes. De maneira simples, 16GB é muito limitante para mim em um aparelho iOS atualmente. Com o iTunes Match e um apagamento agressivo de fotos (após sincronizá-las com o computador, obviamente), descobri que o modelo de 32GB funciona bem para mim no momento. Só espero que a Apple aumente a capacidade base do iPad antes que até mesmo 32GB fiquem muito apertados.

Adicionar opções de dados celulares (3G e/ou 4G, dependendo do país) ao iPad significa 130 dólares extras (350 reais no Brasil) ao valor do aparelho apenas com Wi-Fi. Assim, um iPad tradicional com Wi-Fi e 16GB vê seu preço ir de 499 dólares para 629 dólares pela adição da opção celular (ou 1.750 reais para 2.100 reais) – e isso antes de você começar a realmente pagar pelos dados usados. na operadora.

Sobre escolher um iPad com conexão celular, depende de como você pretende usar o tablet. Consigo viver muito bem com meu notebook apenas com Wi-Fi, por isso nunca tive problemas com a versão do iPad sem dados celulares. Meu iPad de terceira geração tem dados e nunca usei o recurso nos seis meses que tenho o aparelho.

Mas você pode não ter um pensamento igual ao meu. Se quiser seu iPad online a todo momento, lembre-se disso (assim como a capacidade de armazenamento): a conectividade celular é uma opção “agora ou nunca”. Caso realmente queira isso, é preciso comprar um iPad que tenha suporte para essa função.

Vale lembrar que é possível usar a conexão do seu iPhone no iPad, por meio de um recurso nativo do próprio smartphone da Apple.

Resumindo: Qual a palavra final?

De forma resumida, se você quer um iPad e pode pagar um, então compre. Se você busca por portabilidade e não morre pela tela Retina – ou se o custo é um fator importante – então o iPad mini é a melhor opção. Não compre o iPad 2.

Compre o máximo de capacidade de armazenamento que puder, e só escolha o modelo conexão celular se pretende usar o aparelho regularmente enquanto estiver longe de redes Wi-Fi confiáveis.

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