Hands on: colocamos as mãos no iPad Pro e na Apple Pencil

Macworld / EUA
10/09/2015 - 17h54 - Atualizada em 11/09/2015 - 07h26
Com tela de 12,9 polegadas e medidas leves, mais novo tablet da Apple deve fazer muita gente deixar o notebook em casa.

Cinco anos após seu lançamento, o iPad cresceu. Apresentado ontem, 9/9, o novo iPad Pro confunde um pouco mais a linha entre o tablet e o notebook, com uma tela de 12,9 polegadas e capacidade de rodar dois apps ao mesmo tempo sem um afetar o outro.

Mas, por maior que seja, o iPad Pro não parece um trambolho, já que pesa 712 gramas e tem apenas 6,9mm de espessura. Nós aprendemos com o iMac e o iPhone que as pessoas adoram telas grandes com muitos e muitos pixels, e é isso que o iPad Pro entrega, juntamente com um desempenho que deve fazer um número cada vez maior de pessoas deixarem seus notebooks em casa.

Ao mexer com o iPad Pro, o tablet não parece esquisito ou grande demais. Foi tranquilo de segurá-lo, mas confesso que desejei que ele tivesse um suporte, no estilo do Surface Pro.

Mas uma vez que você tiver segurado o iPad Pro da maneira que prefere, a tela do aparelho salta aos olhos. Com uma resolução de 2732x2048 pixels, o display conta com 5,6 milhões de pixels, e o lado menor possui o mesmo número de pixels do lado maior do iPad Mini. Também me impressionou a resposta rápida do iOS 9 no tablet, já que consegue acionar a barra lateral e entrei no modo de Tela Dividida de maneira rápida e fácil.

Apple Pencil

Você não precisa de uma caneta stylus para usar qualquer iPad, e o iPad Pro não é exceção. Felizmente a Apple Pencil não é uma stylus. Ela não é direcionada para apontar e tocar em coisas que você poderia fazer com os dedos. Em vez disso, é para fazer desenhos e pinturas sensíveis a pressão em apps diferentes, desde o simples Notes, da Apple, até os complexos e profissionais Procreate e AutoCAD.

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Desde o momento em que coloquei na mão, a Apple Pencil pareceu ótima. Pareceu realmente uma caneta ou um lápis (apesar de você poder dizer o mesmo de outras canetas stylus do mercado), e seu uso também pareceu bastante natural. Os sensores conseguem detectar a pressão e o ângulo, por isso um processo sem esforço a criação de linhas de diferentes espessuras. O app Notes possui até mesmo uma régua que me permitiu desenhar de maneira perfeitamente reta. Usar a parte lateral da ponta do Apple Pencil criou uma sombra realista, como se estivesse usando o lado da ponta de um lápis.

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Um conector Lightning (foto acima) escondido no final da caneta te permite plugá-la diretamente no iPad Pro para recarregar a bateria. Um representante da Apple nos disse que o aparelho possui um recurso de recarga rápida que fornece uma carga para outra hora de trabalho em poucos minutos, e uma carga completa deve durar por um dia. É possível também conectá-la a um carregador AC com um adaptador que não pude ver – e realmente espero que esteja incluso no preço nada amigável do produto: 100 dólares nos EUA.

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Mais do mesmo?

A Apple falou sobre o quanto o novo chip A9X, do iPad Pro, é mais rápido do que o A8X, do iPad Air 2, mas ficou basicamente muda sobre outros detalhes, como a quantidade de RAM do tablet – a Adobe “vazou” sem querer que o iPad Pro possui 4GB de RAM. 

A Apple se juntou com a IBM para criar aplicativos de iPad para serem usados em todos os tipos de trabalho. E com um novo tablet super poderoso, aumentam e muito as possibilidades para quem precisa de mais potência em um pacote mais leve do que o MacBook.

Meu teste rodando aplicativos do Microsoft Office em telas separadas me impressionou bastante.

Os novos tablets chegam em novembro aos EUA com preços entre 800 dólares e 1080 dólares, dependendo da capacidade de armazenamento (entre 32GB e 128GB) e da conectividade (dados celulares apenas na versão de 128GB). Como esperado, o iPad Pro ainda não tem previsão de quando será lançado no Brasil - mas isso deve acontecer até dezembro, a julgar pelos últimos modelos do tablet da Apple.

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