Apple diz que corrigiu maioria dos exploits do iOS usados pela CIA

Macworld / EUA
08 de março de 2017 às 16h54
Em comunicado, empresa de Cupertino ainda diz que continuará investigando outras possíveis vulnerabilidades e pede para usuários baixarem iOS mais recente.

O WikiLeaks divulgou um pacote com mais de 8.700 documentos que seriam do Centro de Ciberinteligência da CIA. Segundo esses arquivos, a agência dos EUA tinha conhecimento de exploits de dia zero que poderia usar para hackear iPhones. Mas a Apple revelou agora que muitos desses bugs já foram corrigidos com a versão mais recente do iOS.

Os documentos vazados pelo WikiLeaks não incluem detalhes dos bugs ou se a CIA realmente chegou a usá-los. Por isso, não fica claro se e como a Apple sabe que os exploits foram solucionados.

De qualquer forma, a empresa de Cupertino publicou um comunicado para a imprensa sobre o mais novo vazamento feito pelo site de Julian Assange.

“A Apple está profundamente comprometida em proteger a privacidade e a segurança dos nossos usuários. A tecnologia construída no iPhone hoje representa a melhor segurança de dados disponível para os consumidores, e estamos constantemente trabalhando para mantê-la assim. Nossos produtos e softwares são feitos para levarem os updates de segurança rapidamente para as mãos dos nossos usuários, com quase 80% dos usuários rodando a versão mais recente do nosso sistema. Apesar de nossa análise inicial indicar que muitos dos problemas vazados hoje já tenham sido corrigido no sistema mais recente, vamos continuar trabalhando para corrigir rapidamente qualquer vulnerabilidade identificada. Sempre pedimos aos usuários para baixarem a versão mais recente do iOS para assegurar que tenham os últimos updates de segurança.”

A Apple não foi a única empresa cujos aparelhos eram alvos de tentativas de invasão ou hacks bem-sucedidos por parte da CIA. Segundo os documentos vazados pelo WikiLeaks, em 2016 a agência tinha 24 exploits de dia zero para Android e um ataque específico, chamado de Weeping Angel, que tinha como alvo as Smart TVs da Samsung. O ataque permitiria que a CIA usasse a TV como um microfone, gravando as conversas dos usuários e então as transmitindo de volta para o servidor da agência.

Em um comunicado enviado ao BuzzFeed, a Samsung disse que “tem consciência do relatório em questão e está investigando o assunto de forma urgente”.

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