Em dois meses, iOS 11 chega a mais da metade dos iPhones e iPads

Computerworld / EUA
10 de novembro de 2017 às 15h33
Lançado em setembro, mais recente sistema móvel da Apple alcançou uma taxa de adoção de 52%, bem diferente do rival Android, conhecido pela fragmentação.

Imagem: divulgação/Apple

O iOS 11 agora é o sistema móvel mais popular da Apple, segundo dados revelados pela empresa nesta semana. Menos de dois meses após seu lançamento, realizado em 19 de setembro, o sistema já possui uma taxa de adoção de 52%, conforme revelado pela Apple na sua página de suporte da App Store para desenvolvedores. 

Em apenas uma semana no mercado, a versão mais recente do iOS já tinha sido baixado em 30,21% dos aparelhos móveis da companhia. Apesar de esse ritmo ser rápido, foi bem mais lento do que o que a empresa conseguiu no ano passado com o iOS 10 e no anterior com o iOS 9. 

Atualmente, o iOS 10 é usado em 38% dos chamados iDevices, enquanto que apenas 10% deles rodam versões anteriores do sistema, de acordo com a empresa de Cupertino 

Segundo os dados do serviço de análises Mixpanel, o iOS 11 superou o iOS 10 em 10 de outubro. Atualmente, o Mixpanel mostra que o iOS 11 é usado em 65% de todos os aparelhos, enquanto que o iOS 10 está em 28% dos dispositivos.

Apesar de aparentemente bons, os números do iOS 11 são piores do que os do iOS 9, que levou apenas oito dias para superar o antecessor iOS 8. Em 10 dias, o iOS 9, lançado em setembro de 2015, já tinha alcançado cerca de 50% da base de aparelhos móveis da Apple. Um mês após seu lançamento, o iOS 9 estava em 62% dos gadgets.            

Um fator que pode ter diminuído a taxa de adoção inicial em 2017 é o fato da Apple ter apresentado dois iPhones diferentes em setembro: o iPhone 8 (e 8 Plus), que foram lançados naquele mesmo mês, e o iPhone X, que começou a ser vendido nos EUA no último dia 3 de novembro. Com isso, os compradores do iPhone X, que custa a partir de 1 mil dólares naquele país, podem ter adiado o upgrade para o iOS 11 já que estavam esperando a chegada do aparelho.

Oposto do Android

Em contraste, o Google lançou a mais nova versão do Android (8.0), o Oreo, em 21 de agosto, e o software só foi instalado em 0,49% de todos os aparelhos com o sistema nos dois primeiros meses no mercado. 

Já os antecessores Android 6.0 (Marshmallow) e Android 7.0 (Nougat) estavam em 25,8% e 22,6% dos aparelhos, respectivamente, em 19 de outubro. 

Esses números deixam clara a natureza fragmentada do ecossistema do Android, um ponto de debate constante entre os usuários das plataformas rivais. Segundo as estatísticas do próprio Google, o Oreo só viu um aumento de 0,2% desde 2 de outubro. 

O analista da J. Gold Associates, Jack E. Gold, diz que esse avanço lento do Android é comum por causa da fragmentação da plataforma, que possui um número gigantesco de aparelhos disponíveis no mercado.

“Novas versões do Android não costumam ser forçadas aos usuários e aparelhos como uma nova versão do iOS. Na verdade, muitos aparelhos Android antigos ficam no mercado por anos e nem podem receber o upgrade para a versão mais recente. Normalmente, não importa qual a versão, costuma ser algo entre 10% e 20% dos aparelhos que possuem a nova versão no período dos primeiros seis a doze meses, com muitas versões antigas ainda nas mãos dos usuários.” 

Como o Google não pode forçar as operadoras a adotar e entregar as novas versões do Android, as taxas de adoção lenta são comuns no ecossistema. Essa lentidão já levantou muitos questionamentos sobre a segurança dos usuários, mas a maioria das fabricantes diz que o tempo “extra” permite que ofereçam a melhor estratégia para atingir todas as faixas de aparelhos, do mais barato ao mais caro. Isso é algo que a Apple não costuma fazer, segundo Gold.

Apesar de o Androd e o iOS responderam por quase 94% dos smartphones do mercado, o sistema do Google lidera esse setor com folga, capturando nada menos do que 73% do mercado de smartphones. Mais de 1,8 bilhão de usuários utilizaram aparelhos Android em 2016, de acordo com dados da Forrester.

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