Review: novo iPod Nano reúne o melhor dos modelos anteriores

Macworld / EUA
16/10/2012 - 07h00 - Atualizada em 09/01/2013 - 13h13
Com preço sugerido de R$759, media player é o melhor da linha até hoje, mas pode sofrer com preço alto e concorrência cada vez maior do iPod Touch.

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Juntamente com os novos iPhone e iPod Touch, o evento de setembro da Apple também trouxe a sétima geração do iPod Nano, a primeira em dois anos. Como já aconteceu com outros modelos do aparelho, a nova versão do Nano é uma dramática reimaginação do iPod tradicional mais popular. Mas ao contrário da sexta geração, o novo Nano é na maior parte uma melhoria em relação ao seu antecessor. Na verdade, para a maioria dos usos, esse deve ser o melhor Nano lançado até hoje.

 

Vale notar que o novo Nano ainda não tem previsão de lançamento no Brasil, segundo a assessoria de imprensa da Apple no país. A loja online da empresa traz apenas a informação "em breve".

Algo novo e algo antigo

Com uma tela minúscula, a versão anterior do Nano dificultava o uso da sua interface multi-touch no estilo iOS. Não se sabe se foram as reclamações dos usuários (se é que elas existiram), mas a Apple corrigiu esse erro com o novo Nano, que possui um design mais alto (7,6cm x 4cm) e fino (0,5 cm) e uma tela maior, de 2,5 polegadas (quase uma polegada maior que a do antecessor). Apesar desses ganhos, o novo Nano pesa 30 gramas e é apenas 8 gramas mais pesado que o modelo anterior – quase não notado no dia-a-dia.

Em termos de pixels, a briga é boa: a tela do Nano 7G possui 240x432 pixels contra 240x240 do anterior. Assim, a densidade de pixels do modelo atual é um pouco menor, com 202 pixels por polegada (ppi) contra 220 ppi do Nano de 2010. Mesmo assim, o novo display continua sendo claro e fácil de ler, mesmo em letras pequenas.

As novidades no design não acabam com a tela maior. O iPod Nano 2012 também pega algumas melhorias emprestadas do iPhone e do iPod Touch. O seu corpo é feito de alumínio – disponível nas cores preto, roxo, azul, prata, verde, amarelo, rosa, ou vermelho (para compras online) – com laterais suaves e redondas e bordas chamfradas na parte superior e inferior. A parte frontal é um plástico branco com um botão Home no estilo dos aparelhos iOS. Na borda esquerda, há um controle de três botões, e no topo um botão Sleep/Wake. Tirando as bordas quadradas e a falta de uma câmera frontal, o novo Nano parece muito com uma versão em miniatura do novo iPod Touch.

A entrada de fone de ouvido fina na parte inferior do aparelho, ao lado do novo conector Lightning, que substitui o modelo antigo de 30 pinos – uma mudança que fez muito sentido se pensarmos como o novo modelo é mais fino que os anteriores.

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A volta do vídeo

É claro que a tela maior tem outros benefícios, além da usabilidade. O principal deles – como você deve ter suspeitado pela proporção de cerca de 16:9 – é o retorno da capacidade de reproduzir vídeos. A tela e a interface parecida com o iOS tornam esse tocador o melhor Nano para ver vídeos até agora. Mas vale lembrar que isso não é muito, uma vez que a tela ainda é muito pequena para qualquer coisa que não seja casual.

Segundo a Apple, o novo Nano suporta vídeos em H.264 e MPEG-4 com tamanhos até 720x576 pixels a 30 frames por segundo com áudio AAC-LC em até 256 Kbps e 48kHz; áudio estéreo é suportado nos formatos .m4v, .mp4, e .mov. 

Esse é o primeiro iPod Nano com reprodução de vídeo que tem controle multi-touch, o que permite uma experiência muito melhor para mexer com vídeos em comparação aos modelos anteriores. Por exemplo, toque uma vez na tela e verá uma camada de controles parecida com o iOS, para ajustar volume, navegar pelo clipe, e acessar um menu de capítulos. Também é possível dar um toque duplo para zoom in e out: ao assistir um filme widescreen em 16:9 com o Nano na posição horizontal, é possível visualizar com a largura máxima (o que resulta em bordas pretas) ou dar um zoom in para preencher a tela verticalmente (e cortar um pouco do conteúdo nas laterais). De forma geral, o novo recurso Vídeos do Nano é muito parecido com app de mesmo nome do iOS.

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Em termos de qualidade, a tela do novo Nano não é tão nítida quando a presente no modelo de 2010, mas seu tamanho maior mais do que compensa essa pequena diferença na clareza das imagens. A precisão das cores não é ótima, mas é próxima o bastante para visualização casual. 

Você não vai querer assistir a muitos vídeos no iPod Nano, e certamente não comprará um aparelho desses apenas porque ele possui tal capacidade. Mas é legal ter essa opção disponível. E você pode ter certeza que se a Apple não tivesse incluído o recurso, levando em conta o tamanho da tela e as dimensões maiores, as pessoas teriam reclamado.

Wireless Bluetooth...mas nada de Wi-FI

Os usuários que gostavam do clipe embutido do Nano anterior, para fazer exercícios especialmente, certamente vão sentir desse recurso no novo modelo. Mas acredito que essas mesmas pessoas serão conquistadas por um dos maiores recursos ligados à exercícios do novo Nano: Bluetooth (sim, finalmente). Mais especificamente, o Nano ganhou suporte para Bluetooth 4.0 with LE (low energy) para conectar sem fio fones de ouvido e alto-falantes Bluetooth A2DP assim como sensores da Nike+ e monitores de batimentos cardíacos. 

Parear os fones ou alto-falantes Bluetooth com o Nano é um processo simples. Basta ir em Ajustes, depois Bluetooth, e então habilitar essa opção. Quando o nome do seu acessório aparecer na lista, toque nele, e digite um código de pareamento – se necessário. O processo é quase idêntico com o exigido para fazer o mesmo nos aparelhos iOS.

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Em nossos testes, foi possível usar o Nano com diversos alto-falantes e fones de ouvido Bluetooth, com o pareamento praticamente imediato. Durante esses dias testando o aparelho, não registramos interferências ou quedas do sinal. Aliás, o sinal é muito bom, já que conseguimos usar os acessórios a uma distância de mais de seis metros. O ponto negativo é que não é possível ouvir rádio FM via Bluetooth – o rádio exige fones com cabo por usar o fio como uma antena FM.

Por outro lado, o novo Nano não possui suporte para conexão Wi-Fi. Há alguns anos esse nem seria um ponto negativo, mas a ênfase cada vez maior da Apple em recursos na nuvem, e considerando que muitos usuários possuem contas no iTunes Match (que torna suas músicas acessíveis a partir de qualquer lugar com uma conexão com a Internet), o Wi-Fi seria um recurso mais do que útil no Nano. Ainda mais para um aparelho com capacidade máxima de 16GB de armazenamento. Talvez no ano que vem, Apple?

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Sexta geração do Nano, que tinha clipe embutido e podia ser usado como relógio de pulso

Isso, aquilo, e mais uma coisa

O Nano continua a oferecer recursos menores que certamente são usados amplamente por determinadas pessoas e completamente ignorados por outras – mas colocados juntos tornam o Nano um gadget impressionantemente “redondo”. 

Assim como as versões recentes, o novo Nano traz gravação de voz, possibilidade de usá-lo como um pen drive (ao verificar a caixa Enable Disk Use no iTunes), um pedômetro embutido que rastreia seus passos e distância percorrida. 

Além disso, o Nano continua a oferecer rádio FM, que pareceu ter uma recepçãoo um pouco melhor do que as gerações anteriores. 

Olhando para as duas últimas gerações do Nano, o novo modelo não traz uma câmera de vídeo e um alto-falante embutido. Mas dada a má qualidade desses recursos, elas não foram exatamente uma grande perda para os usuários. Outros recursos de outras geração que não voltaram para o modelo 2012 incluem a presença de games, alarmes, e sincronização de informações. Mais uma vez, com a possível exceção de alarmes e games, penso que é seguro dizer que esses recursos não eram muito usados.

Ainda não conseguimos fazer testes de bateria precisos com o Nano, por isso eles serão publicados posteriormente. Segundo a Apple, o tocador aguenta 30 horas de reprodução de músicas.

Resumo

Quem amava o modelo anterior do Nano com o prendedor embutido – especialmente como um companheiro na hora de fazer exercícios ou um relógio de pulso com a pulseira certa – vai lamentar o design maior e sem clipe do novo Nano. Mas por mais útil que o clipe fosse, abandoná-lo permitiu que a Apple tornasse o novo Nano notavelmente fino e leve. Além disso, a tela maior e os botões físicos melhoram dramaticamente a usabilidade do aparelho, e a adição da funcionalidade Bluetooth é uma grande vitória para uso ativo do aparelho. Deixando o clipe de lado, esse parece ser o que o Nano anterior queria ser: familiar, mas melhor em quase tudo que seu antecessor.

O modelo desse ano, na verdade, resolve a maioria das reclamações que tínhamos sobre a sexta geração do Nano, pegando o que havia de bom naquele modelo e incorporando recursos e elementos de design dos aparelhos iOS e do Nano de 2009. O resultado, em minha opinião, é o melhor iPod Nano da história – desde que você não queria prendê-lo na sua roupa ou usar como relógio de pulso. Ele continua sem alguns recursos presentes em modelos anteriores, e o Wi-Fi (juntamente com o iTunes Match) realmente separaria o Nano de outros media players do mercado, mas o modelo 2012 do tocador é um aparelho impressionante que é mais fácil de usar do que todos os seus antecessores.

Dito isso, a grande questão enfrentada pela linha iPod Nano atualmente é simples: por que? Se você tem um iPhone ou iPod Touch (ou smartphone rival parecido), já possui um bom aparelho para ouvir música, e há uma boa chance de que já carregue esse aparelho pela maior parte do tempo. Se você ainda não tem esse aparelho, é possível comprar por 40 reais a mais um iPod Touch de quarta geração que, apesar de não ser tão pequeno, é mais capaz em todos os aspectos. Por cerca de 500 ou até 600 reais, o Nano seria um aparelho mais fácil de recomendar, mas por 759 reais é uma venda mais difícil. Se você está buscando por um media player dedicado para economizar a bateria do seu smartphone para ligações e aplicativos, ou se quer algo menor e mais leve enquanto se exercita, ou ainda tem um filho ou sobrinho que quer apenas um tocador, o Nano é uma escolha sólida. Mas o iPod Touch está invadindo o território do Nano, e os dias em que você precisava de um iPod separado estão rapidamente acabando.

iPod Nano 7G

PRÓ
Tela maior deixa controles multi-touch melhores; botões físicos de reprodução e Home; interface mais parecida com iOS; volta da reprodução de vídeos; muito fino e leve; suporte para Bluetooth
CONTRA
Custa apenas R$40 menos que iPod Touch de quarta geração; a tela não é tão boa quanto de outros aparelhos Apple; alguns usuários vão sentir falta do clipe embutido

Fabricante: Apple

Preço: R$759

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